Vídeos e Roteiros

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Costumo brincar que ser roteirista é um exercício  de desapego.  Enquanto em um livro, você é o único autor da história que quer contar, em uma obra audiovisual o processo é sempre coletivo.  O roteirista é apenas uma peça da engrenagem. Ele cria – a partir de ideias próprias ou da demanda de alguém – um universo, que para ganhar vida precisará do talento de muita gente. Diretor, diretor de fotografia, ator, maquiador, figurinista, editor, diretor de arte e um mundo de outros profissionais, interpretam o roteiro e, por vezes, o transformam. Por isso, o que vemos na tela nem sempre será igual ao que está no papel, muito menos, tal qual o roteirista espera. Entretanto, pessoalmente, considero, que todos estão ali para somar e o que importa é o resultado final.  Se todos estão em consonância, todos saem ganhando, em especial o público.

Nesse espaço, disponibilizo  gratuitamente alguns roteiros meus, tanto de trabalhos já produzidos quanto inéditos e revelo algumas curiosidades Você vai poder ler o roteiro, ver o resultado do trabalho no vídeo e aprender um pouquinho sobre o processo de criação.

Século XXI (2013)

Curiosidade: O micro-curta gravado em um único dia, em diversos cenários de Copacabana e com diversas trocas de figurino.

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Alexandra Borba e Thiago da Mata em cena como Alice e João.

Alexandra Borba e Thiago da Mata em cena como Alice e João.

Desatino (2014)

Curiosidades:

Nem sempre é fácil chegar a um título para um roteiro. Desatino inicialmente chamava-se A atriz, mas, concluí que esse não era um bom nome porque entregava de bandeja uma reviravolta importante do enredo. O filme então passou a se chamar Alice, como sua protagonista. Mas ainda não era o ideal  Foi então que surgiu DESTINO, afinal, essa é uma história sobre as surpresas da vida e aqueles encontros inesperados, que fazem com que questionemos nossas escolhas  e deixam marcas, ainda que não voltem a se repetir. Estávamos chegando perto, mas, ainda faltava algo… Foi a diretora do curta, Aline Rezende, quem surgiu com a solução ao constatar o óbvio: a história não é sobre um destino já traçado, mas, sobre pequenas e grandes surpresas capazes de nos tirar do marasmo. Tal como uma única letra é capaz de mudar o sentido de uma palavra. E foi assim que finalmente conseguimos nomear saga romântica de Alice e João, dois estranhos que se conhecem da maneira mais insólita e em um único dia compartilham suas histórias, escolhas e anseios.   Estranhos que se permitem alguns momentos de DesAtino e aprendem com isso.

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Cotidiano

Curiosidades:

  • No roteiro, na cena final, a esposa deveria levantar uma placa escrito CENSURADO e a tela ficaria preta, mas, na hora da filmagem, tanto eu como o diretor de fotografia, Alê Coelho, optamos que seria mais divertido e visualmente interessante se em vez disso ela simplesmente colocasse as mãos sobre a câmera, impedindo o espectador de ver o que ocorreria a seguir. Um pequeno detalhe que fez toda a diferença.
  • Mais um caso de filme que mudou de nome: Esse curta inicialmente se chamava Se a vida fosse um filme (e ainda está assim no roteiro). Isso porque a ideia era fazer um roteiro todo com externa e um todo com interna, brincando com os clichês do cinema mudo e depois escolher um dos dois para exibir. Mas como curtimos fazer ambos, escolhemos por trabalhar os dois. Assim, um manteve o título Se a vida fosse um filme e o outro virou.

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Se a vida fosse um filme

Gravado no mesmo dia e com a mesma equipe de Cotidiano, esse micro-curta  homenageia o cinema mudo e brinca com seus clichês . A diferença é que a ação é externa. E agora os personagens não são mais um casal, mas, dois estranhos, que se encontram graças a uma perda e vivem uma sucessão de mal-entendidos.

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